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A Pixar é sem dúvidas uma das maiores produtoras de filmes animados do mundo. A empresa que faz parte de um conglomerado da Disney, possui a incrível capacidade de fazer filmes que atendem a todos os públicos — seja uma aventura empolgante para a garotada ou um emocionante drama reflexivo para os adultos. O estúdio já nos colocou em inúmeros mundos de possibilidades, com brinquedos que falam, carros vivos, ratos cozinheiros e desta vez uma verdadeira aventura espacial.



"Lightyear" chega aos cinemas no próximo dia 16, contando a história de um dos personagens mais importantes da Studios Pixar, o boneco astronauta Buzz Lightyear da franquia "Toy Story". No longa, conhecemos quem é o verdadeiro patrulheiro espacial que deu origem ao boneco, Buzz Lightyear. Após montar acampamento em um planeta hostil que fica a 4,2 milhões de anos-luz de distância da Terra, ele tenta encontrar um caminho de volta para casa através do espaço tempo, mas se vê encurralado pelo maligno general Zurg. É um filme perfeito em tudo que ele propõe ser, seu design de animação é uma das coisas mais lindas dessa geração de filmes animados e o longa consegue com maestria unir ação, drama e comédia casados com muita diversão.


O longa passeia por temas que a Pixar tanto ama — a nossa humanidade — mostrando que até mesmo o maior patrulheiro espacial tem suas fraquezas, seus medos e também fracassa, mas que através desses fracassos encontramos a nossa maior força de vontade. É interessante que mesmo não tendo uma forte ligação com a franquia Toy Story, os criadores de “Lightyear” não deixam de lado o elemento mais importante da personalidade de Buzz, que é a sua lealdade. O patrulheiro nunca abandona seus amigos, seja em forma de brinquedo ou como um personagem “real”. Sua força vem dos outros, ele luta pelos outros, Buzz é capaz de dar a sua vida em prol daqueles que ele chama de amigos.



No que diz respeito a ação, “Lightyear” proporciona um filme que é digno de grandes ficções espaciais. A direção sabe muito bem como construir cenas épicas para elevar o público às estrelas. Suas referências são vastas dentro desta filmografia, desde alien 2 e seu gatinho sox, ao grandioso star wars e suas cenas pirotécnicas espaciais — não posso deixar de mencionar que, apesar de uma animação de ficção, “Lightyear” brinca com elementos físicos, como a ausência de propagação do som no espaço, algo que gera muita tensão dentro do filme.


Bom, estamos falando de disney-pixar, e é claro que temos elementos humorísticos por todo o filme — suas doses de comédias são perfeitamente balanceadas, o gatinho-robô sox é o verdadeiro ponto alto desse filme, seus comentários são assertivos gerando altas gargalhadas dos telespectadores. “Lightyear” tem uma mise-en-scène que consegue equilibrar tudo muito bem, a base deste filme assim como toda animação é a “moral da história", mas o filme não sustenta-se apenas nisso, ele vai além. O filme encanta com seu 3d, nos apaixona com seus novos personagens e nos enche de representatividade.




No fim, Lightyear encanta, diverte, ensina, emociona e está pronto para marcar a vida de muitos, assim como marcou a vida de Andy lá em toy story.

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